Sistema Eletrônico de Administração de Eventos - UERGS, VII Salão integrado de ensino, pesquisa e extensão, III Jornada de Pós-graduação e II Seminário sobre Territorialidade

Tamanho da fonte: 
HÁBITOS E MOTIVAÇÕES DOS ACADÊMICOS DA UERGS CACHOEIRA DO SUL PARA O CONSUMO DE NOZ-PECÃ.
Amanda Refosco Porto, Andréa Miranda Teixeira, Bruna Roos Costa

Última alteração: 2017-08-01

Resumo


A noz-pecã foi cultivada originalmente na América do Norte e sua produção comercial se expandiu até o sul do Brasil, sendo o Rio Grande do Sul responsável por 49% da produção. A noz-pecã apresenta elevada capacidade antioxidante, devido à presença de moléculas bioativas, tais como compostos fenólicos. O presente trabalho teve como objetivo caracterizar os hábitos de consumo de noz-pecã dos acadêmicos da Uergs na unidade de Cachoeira do Sul – RS. A pesquisa foi realizada através de questionário estruturado com abordagem quantitativa. A amostra foi composta por 92 acadêmicos, sendo 50% do sexo feminino, com idades que variam entre 18 a 25 anos (65,2%). O maior percentual de entrevistados apresentam renda mensal própria ou familiar na faixa entre R$ 937,01 e R$ 2.000,00 (43,5%) e são solteiros (75,3%). A importância do consumo de noz-pecã foi evidenciada por 82,6% dos acadêmicos, porém quando refere-se a frequência do consumo, verificou-se que: 8,7% nunca consomem, 16,1% consomem de 1 a 2 vezes por semana e 75,2% consomem eventualmente. Entre os entrevistados, 72,6% consomem nozes de forma crua, sendo, principalmente, nos intervalos das refeições (33,3%) e em lanches (29,8%). Locais de compra como supermercados e direto do produtor obtiveram o mesmo percentual (26,2%) entre os consumidores, e 42,9% dos entrevistados não especificaram o local compra. Este fato provavelmente ocorreu, pois o município de Cachoeira do Sul é um dos principais produtores de noz-pecã do estado, o que indica que muitos dos acadêmicos não necessitam de locais de compra, uma vez que são produtores da oleaginosa em questão. Preço, sabor, valor nutricional, qualidade e validade estão entre os aspectos mais importante para o consumo. A marca do produto foi o fator de menor relevância para a motivação de compra dos entrevistados. Percebe-se que os acadêmicos entendem a importância nutricional do consumo de noz-pecã, porém o consumo semanal é relativamente baixo, uma vez que pesquisas epidemiológicas indicam o consumo diário, mesmo em pequenas quantidades, a fim de evitar o risco de doenças do coração, reduzir a taxa de colesterol, entre outras. Isso evidencia que o mercado de noz-pecã apresenta um grande potencial a ser explorado.

 

Palavras-chave: Mercado consumidor. Nozes. Questionário. Oleaginosas.