Sistema Eletrônico de Administração de Eventos - UERGS, VII Salão integrado de ensino, pesquisa e extensão, III Jornada de Pós-graduação e II Seminário sobre Territorialidade

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AVALIAÇÃO FITOQUÍIMICA E ATIVIDADE ANTIOXIDANTE DAS FOLHAS DE TALINUM PANICULATUM (MARIA-GORDA)
Samuel Roger Puhl, Suele Bierhals Vencato, Alexandre de Barros Falcão Ferraz, Elaine Biondo, Jane Boeira

Última alteração: 2017-09-20

Resumo


Ginseng java ou Talinum paniculatum (Jacq.) Gaertn é uma planta nativa do continente americano, também encontrado na China. Usualmente conhecida como bênção-de-deus, bredo, caruru, língua-de-vaca, maria-gomes e maria-gorda e pertence à família Portulacaceae. As folhas são suculentas e de sabor agradável, podendo ser utilizadas em saladas, farofas, pães, sorvetes, sucos, cremes e refogados. A Talinum spp. é reconhecida na medicina popular há muitos anos, principalmente no tratamento de diabetes tipo II, problemas inflamatórios cutâneos, distúrbios gastrointestinais, franqueza em geral, desordens reprodutivas, para efeito afrodisíaco e para o aumento da vitalidade. Além destes fatores o extrato hidroalcoólico da T. paniculatum demonstrou potencial farmacológico ao inibir a Candida albicans. Alguns estudos comprovaram a presença dos componentes bioquímicos esteróis e fitoesteróis presentes na planta, tanto nas folhas quantos nas raízes. Entretanto, poucas pesquisas foram realizadas sobre outros componentes fitoquímicos e não foram encontrados estudos, na literatura, referentes à toxicidade e à atividade antioxidante da Maria-gorda. Devido a essa escassez de informações e seu uso popular, o objetivo deste trabalho foi identificar primeiramente os principais componentes químicos presentes nas folhas da Talinum paniculatum e avaliar a atividade antioxidante, para posteriormente identificar a sua toxicidade. Para a realização desta pesquisa foram coletadas amostras das folhas da Maria-gorda no município de Encantado RS que foram secas em ambiente arejado e ao abrigo da luz, para posterior preparação do extrato bruto. Os extratos, por sua vez, foram produzidos no Laboratório de Fitoquímica da ULBRA a partir da maceração, das folhas secas, utilizando metanol seguido de filtração e, na sequencia, o extrato foi concentrado em um evaporador rotatório. De acordo com Simões et al. (2017) foi realizado o screening fitoquímico para alcaloides, antraquinonas, cumarinas, flavonóides, saponinas, taninos. Na sequência foi realizada uma análise do teor de compostos fenólicos e flavonóides totais. A capacidade antioxidante do extrato alcoólico foi avaliada in vitro frente ao radical livre DPPH, em espectrofotômetro a 518 nm. Para a quantificação da toxicidade será empregada a Artemia salina conforme procedimentos descritos por Meyer et al. (1982), Nascimento e Araújo (1999) e as normas da CETESB-SP (1991). As análises foram realizadas em triplicata. Os resultados do screening fitoquímico acusaram somente a presença de flavonóides (7,29 ±0,284 mg/g) e compostos fenólicos(68,40±2.93 mg/g). O resultado do teste de DPPH mostrou uma baixa capacidade do extrato em capturar espécies reativas. Estes dados nos sugerem que o baixo teor de compostos fenólicos e flavonoides reconhecidamente considerados antioxidantes, sejam os responsáveis pela pouca capacidade antioxidante do extrato. A próxima etapa deste estudo será avaliar a toxicidade do extrato hidroalcoólico pelo teste com o microcrustáceo Artemia salina, para assegurar o uso desta planta pela população na alimentação e uso medicinal.

Palavras-chave


Talinum paniculatum; análise fitoquímica; atividade antioxidante