Sistema Eletrônico de Administração de Eventos - UERGS, VII Salão integrado de ensino, pesquisa e extensão, III Jornada de Pós-graduação e II Seminário sobre Territorialidade

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SUCESSÃO FAMILIAR NO MEIO RURAL NA PROPRIEDADE NILO SCHIAVON
Brenda Oliveira, Natália Helena Selzlein, Carlos Alberto Frantz Santos

Última alteração: 2017-09-22

Resumo


Introdução: O tema da sucessão familiar rural tem sido muito debatido ultimamente.  A maioria dos jovens rurais pensa em ir morar na cidade por motivos profissionais. As dificuldades da vida neste meio gera o afastamento destes jovens. Objetivo geral: Analisar os motivos pelos quais os filhos de um produtor agroecológico retornaram da cidade para o campo. Metodologia: Para atingir os resultados, foi realizado um estudo de caso, de cunho qualitativo, na propriedade Agroecológica na Colônia São Miguel, em Pelotas, com 9,8 hectaresc com o agricultor Nilo Schiavon com uma visita in loco e uma entrevista. Resultados: Em 1995, a propriedade de Nilo Schiavon e de sua família, era totalmente infértil. Em 2009, aos 20 anos Robison foi embora quando se alistou no exercito. Em 2011, aos 22 anos, Luana foi para a cidade após passar em um concurso público para o cargo de professora. Em 2012, Nilo observou que estava começando a reverter o seu cenário, para outro completamente diferente, percebendo o problema de sucessão familiar rural. Através de sua insistência de melhores salários e condições de trabalho, para que seus filhos retornassem. Em 2015 Robison foi o primeiro a retornar, no exército a sua remuneração não era atraente, e quando retornou para o meio rural, o seu salário chegaria a ser quatro vezes maior, comparando-se ao seu antigo trabalho. Em 2016 Luana retornou da cidade para o campo, ela era professora, onde sempre reclamava dos estresses diários. Atualmente, Nilo Schiavon sente uma grande satisfação de poder contar com a ajuda de seus filhos na propriedade e na agroindústria. Conclusão: O cenário de migração para as cidades influencia quando a propriedade familiar é bem estruturada, rentável e não aquela com dificuldades, dependência de patrões e remuneração precária. Portanto, os filhos, ao verem futuro no plantio de seus pais, mudam a sua visão do meio agrícola. Assim, quando existem perspectivas profissionais e de qualidade vida não há uma tendência a existirem problemas de sucessão familiar rural. Sugerimos um estudo que analise, em detalhes, como ocorreu a mudança de uma propriedade deficitária para um exemplo de produtividade no ramo da agroecológia.


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