Sistema Eletrônico de Administração de Eventos - UERGS, VII Salão integrado de ensino, pesquisa e extensão, III Jornada de Pós-graduação e II Seminário sobre Territorialidade

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PRODUÇÃO DE MILHO COM BIOFERTILIZANTE ORIUNDO DE RESÍDUOS DE ABATEDOURO DE SUÍNOS
Daniel Erison Fontanive, Renan Bianchetto, Ângelo Munaretto Krynski, Maiara Figueiredo Ramires, Zaida Inês Antoniolli, Eduardo Lorensi de Souza

Última alteração: 2017-08-08

Resumo


A produção de suínos há muito tempo contribui com a economia do Brasil e, com o grande aumento populacional, impõem sobre o setor agropecuário o desafio de aumentar a produção de alimentos. Esse aumento gera problemas com a produção de resíduos tanto na produção, quanto no abate, podendo acarretar em contaminação do solo e recursos hídricos. Uma alternativa é fazer a compostagem do material, eliminando patógenos pelas temperaturas (45º à 60ºC), e de contaminantes pela atividade microbiana. Além disso, o composto estabilizado pode ser usado como biofertilizante na agricultura. Portanto, o trabalho objetivou avaliar o potencial fertilizante do material orgânico compostado oriundo de abatedouro de suínos sobre a produtividade da cultura do milho. O trabalho foi realizado pela UERGS, sendo dividido em duas etapas: a primeira foi a compostagem dos resíduos de abatedouro de suínos (RAS) misturados em diferentes proporções com cinzas, onde foram realizadas análises químicas do material compostado aos 150 dias, ao final da estabilização, para determinar as dosagens de nutrientes da segunda etapa do trabalho. Após, se utilizou esse composto (biofertilizante) na cultura do milho, num delineamento em blocos casualizados, com seis tratamentos e quatro repetições: T1: sem adubação. T2: adubação mineral. T3: adubação de composto de proporção 1:0 (RAS:cinzas). T4: adubação de composto de proporção 1:1 (RAS:cinzas). T5: adubação de composto de proporção 2:1 (RAS:cinzas). T6: adubação de composto de proporção 1:2 (RAS:cinzas). As avaliações realizadas no milho foram a produtividade de grãos e matéria seca da parte aérea das plantas. Não houve diferença para a variável produtividade de grãos em nenhum dos contrastes testados. Alguns tratamentos fertilizados com os compostos alcançaram produtividade de 11 Mg/ha. Para matéria seca de plantas houve diferença significativa para milho sem adubação em relação ao milho com adubação, com composto de proporção 2:1 (RAS:cinzas), no qual T5 foi superior. Nos demais contrastes testados não houve diferenças. Assim, conclui-se que os compostos gerados de RAS misturados ou não com cinzas podem ser alternativas como biofertilizante para a cultura do milho na região Noroeste do Rio Grande do Sul.

Palavras-chave


Compostagem; Adubação orgânica; Sustentabilidade; Zea Mays;