Sistema Eletrônico de Administração de Eventos - UERGS, VII Salão integrado de ensino, pesquisa e extensão, III Jornada de Pós-graduação e II Seminário sobre Territorialidade

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O CENÁRIO DAS INTOXICAÇÕES POR AGROTÓXICOS NO RIO GRANDE DO SUL: TENDÊNCIAS E DESAFIOS
LENON MORAES DE CAMPOS, Magnólia ERHARDT, Jéssica Mazutti PENSO, Voltaire SANTANNA

Última alteração: 2017-08-02

Resumo


Introdução: As intoxicações por agrotóxico são causadas principalmente pelo consumo de alimentos contaminados e pela exposição aos agentes tóxicos na aplicação ou no ambiente afetado. Objetivo Geral: Analisar os casos de intoxicação por agrotóxicos no Rio Grande do Sul. Material e Métodos: Estudo ecológico, que tem como unidade de análise o conjunto dos casos de notificações de intoxicação por agrotóxicos, registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). Realizou-se o cálculo da taxa de intoxicações, utilizando enquanto numerador o número total de notificações de intoxicação por agrotóxicos, em cada macrorregião de saúde, no período de 2010 a 2015 e, denominador, a população de cada macrorregião do ano de 2010, multiplicado por 100.000 habitantes. As variáveis utilizadas foram: faixa etária, escolaridade, sexo, cor e zona de residência e, em relação à exposição ao agrotóxico, a circunstância, classificação, evolução do caso e tipo de exposição. Foram calculados os percentuais de cada variável e, em seguida, a correlação de Pearson e o Índice de Moran Global. Representaram-se os meses com maiores índices de exposição através da ilustração gráfica e as macrorregiões com taxas mais elevadas a partir da construção de mapas. Resultados: Apontou-se o total de 696 casos, sendo 78,7% ocorridos no sexo masculinos e 44% na faixa etária de 20 a 39 anos. O maior percentual de casos foi registrado nos meses de novembro a fevereiro, na macrorregião Vales (25,8), Norte (14,5) e Serra (10,7). Algumas das correlações apontadas pela análise foram: zona de residência rural e taxa de intoxicação (rp=0,80 p=0,04), intoxicação aguda repetida e faixa etária de 40 a 59 anos (rp=0,85 p=0,02), escolaridade em nível de ensino médio e uso abusivo (rp=0,98 p=0,000), abuso e faixa etária de 20 a 39 anos (rp=0,80 p=0,03), ingestão alimentar e óbito (rp=0,77 p=0,04), cura com sequela e escolaridade a nível de ensino médio (rp=0,8 p=0,02), cura com sequela e faixa etária de 20 a 39 anos (rp=0,83 p=0,02). Conclusão: O estudo possibilitou apontar as tendências de intoxicações por agrotóxicos no Rio Grande do Sul, constituindo-se um importante instrumento no embasamento de políticas de controle destas substâncias.

Palavras-chave


Intoxicações por Agrotóxicos; Notificação de intoxicação por agrotóxicos; Saúde do Trabalhador Rural; Agroquímico; Saúde Pública.