Sistema Eletrônico de Administração de Eventos - UERGS, V Salão Integrado de Ensino, Pesquisa e Extensão & Ia Jornada de Pós-graduação da UERGS

Tamanho da fonte: 
AVALIAÇÃO DA ESTABILIDADE MICROBIOLÓGICA E DE COMPOSTOS FENÓLICOS DE CASCA DE NOZ-PECÃ E CASCA DE PINHÃO
Natália Maria SFOGLIA, Elaine BIONDO, Eliane Maria KOLCHINSKI, Rosiele Lappe PADILHA, Sabrina CAXAMBÚ, Voltaire SANT'ANNA

Prédio: Prédio Principal
Sala: SALA 7
Data: 2015-09-24 01:30 PM – 01:45 PM
Última alteração: 2015-09-06

Resumo


Casca de pinhão é um resíduo produzido principalmente em ambientes domésticos, e a casca de noz-pecã, produzida em grande quantidade industrialmente, sendo ambas interessantes fontes de compostos com atividade antioxidante. Para a utilização desses resíduos em grande escala, é importante que se estude sua estabilidade quando ainda em forma de pó. Com isso, o objetivo do presente trabalho é avaliar a estabilidade de farinha de casca de pinhão e de casca de noz-pecã em relação à microbiologia, bem como a concentração de compostos fenólicos totais. Como metodologia para a realização do trabalho, utilizou-se cascas de pinhão cozidas e secas a 60ºC por 24h e cascas de noz-pecã obtidas em agroindústria local. As amostras foram armazenadas em sacos de plástico estéreis e mantidas ao abrigo da luz a 20ºC. Em tempos pré-determinados, amostras de 10g de cada resíduo foram retiradas e analisadas quanto à concentração de compostos fenólicos totais por método espectrofotométrico e de bactérias mesófilas e bolores e leveduras através de cultivo em meio de cultura PCA e PDA, respectivamente. Os resultados mostram que as cascas dos resíduos não apresentaram concentrações de bolores e leveduras ou de bactérias mesófilas logo após sua produção. Quando armazenado por 30 dias, casca de pinhão se manteve sem crescimento de mesófilos, mas a concentração de bolores e leveduras se elevou para 130 UFC/g. Já a casca de noz-pecã, armazenada por 30 dias, teve contagem de bactérias mesófilas de 1500 UFC/g e concentração de bolores e leveduras de 512 UFC/g. A concentração de compostos fenólicos em casca de pinhão no início do experimento foi de 5,51 mg de ácido gálico equivalente por grama de resíduo seco (mg AGE/g), enquanto na casca de noz-pecã de 6,71 mg AGE/g. Os resultados se mantiveram constantes pelo período de estudo. Assim, conclui-se que as cascas de noz-pecã e de pinhão mantêm sua estabilidade quanto à concentração de compostos fenólicos, mas estão suscetíveis a crescimento de bolores e leveduras. A casca de noz-pecã ainda se mostrou sensível à multiplicação de bactérias mesófilos, mostrando sensibilidade à degradação microbiológica nas condições de armazenamento estudadas.


Palavras-chave


Resíduos. Noz-pecã. Pinhão. Estabilidade.