Sistema Eletrônico de Administração de Eventos - UERGS, V Salão Integrado de Ensino, Pesquisa e Extensão & Ia Jornada de Pós-graduação da UERGS

Tamanho da fonte: 
AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ALELOPÁTICA E ANTIMICROBIANA DE EXTRATO AQUOSO DE CASCA DE PINHÃO
Sabrina CAXAMBU, Elaine BIONDO, Eliane Maria KOLCHINSKI, Rosiele Lappe PADILHA, Maico Ismael KLEIN, Voltaire SANT’ANNA

Prédio: Prédio Principal
Sala: SALA 6
Data: 2015-09-23 03:30 PM – 03:45 PM
Última alteração: 2015-09-06

Resumo


Casca de pinhão é um resíduo produzido principalmente em ambientes domésticos, que apresenta grande concentração de compostos fenólicos e com atividade antioxidante na sua matriz. Neste sentido, este resíduo apresenta potencial para ser utilizado como herbicida e antimicrobiano naturais. O objetivo deste trabalho é avaliar a atividade antimicrobiana e herbicida de extrato aquoso de casca de pinhão.  Utilizamos cascas de pinhão cozidas e secas a 60ºC por 24h e extração de compostos bioativos na razão 1/10 (massa de resíduo/volume de água), por 30 minutos a 100ºC e posterior filtração a vácuo em papel filtro Whaltman nº1. O teste da atividade antimicrobiana foi realizado pelo método de difusão em ágar, utilizando bactérias patogênicas e fungos fitopatogênicos. Já a atividade alelopática foi avaliada em sementes de alface, utilizando método oficial para avaliação da germinação de sementes, avaliando diferentes concentrações de extrato. Os experimentos foram realizados em triplicata e os resultados avaliados por análise de variância e posterior teste de Tuckey (significância a 5%). Os testes comprovaram atividade antibacteriana inibitória para Staphylococcus aureus, Bacillus cereus, Listeria monocytogenes, Listeria inoccua, Clostridium perfringens e Aeromonas hydrophila. O extrato, porém, não inibiu o crescimento de Corynobacterium spp., Pseudomonas aeroginosa, Escherichia coli e Salmonella enteritidis. O extrato não apresentou atividade antifúngica nas condições testadas. Os resultados para atividade alelopática mostraram que a utilização do extrato na razão 1/25 (m/v) apresentou redução significativa (p<0,05) na germinação e no índice de germinação de sementes de alface em 16% e 31%, respectivamente. A utilização de extrato na razão 1/50 (m/v) não apresentou capacidade significativa (p>0,05) de reduzir os parâmetros de germinação citados. A utilização dos extratos de casca de pinhão não afetou significativamente (p>0,05) o tamanho das raízes de alface. Assim, conclui-se que o extrato aquoso de casca de pinhão apresentou ação antibacteriana frente a importantes bactérias patogênicas mas não atividade antifúngica. O extrato ainda apresentou a capacidade de inibir a germinação de sementes de alface, indicando que pode ser utilizado como herbicida natural em cultivos orgânicos.


Palavras-chave


Resíduos. Casca de pinhão. Atividade antibacteriana. Atividade alelopática