Sistema Eletrônico de Administração de Eventos - UERGS, V Salão Integrado de Ensino, Pesquisa e Extensão & Ia Jornada de Pós-graduação da UERGS

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DESCENDO OS RIOS CAMISAS E TAINHAS: INFLUÊNCIA DO PLANEJAMENTO LOGÍSTICO NOS RESULTADOS DO MAPEAMENTO DE PORÍFEROS DE ÁGUA DOCE NO NORDESTE DO RIO GRANDE DO SUL
Júlio César da Silva STELMACH, Aline Scheid STOFELL, Liriane Aparecida PETRY, Maria da Conceição Tavares FRIGO, Clódis de Oliveira ANDRADES FILHO, Rodrigo Cambará PRINTES

Prédio: Prédio Principal
Sala: SALA 4
Data: 2015-09-24 01:30 PM – 01:45 PM
Última alteração: 2015-09-05

Resumo


Até o “Projeto Feltro D’água” (UERGS/SEMA/FZB), em 2012, levantamentos sobre ocorrência de poríferos de água doce eram realizados em locais de acesso por estradas, como pontes e afloramentos rochosos. A metodologia utilizada no referido projeto buscou viabilizar o registro em áreas mais remotas. Foram selecionados locais de potencial ocorrência utilizando imagens do Google Earth e Landsat 8 e áreas para acampamento em pontos estratégicos do rio, onde poderia ser feito resgate de automóvel. Foram definidos trechos diários a serem percorridos com bote inflável de rafting com capacidade para 8 pessoas. Foi realizado trabalho de campo preparatório, por terra, para avaliar as condições das estradas, estimar o tempo de deslocamento, confirmar locais de resgate e solicitar permissão aos proprietários. Após a preparação, a equipe desceu os trechos de rio selecionados, levando equipamento de pesquisa, de segurança, alimento e água. Em média, foram percorridos 5 km/dia, com 2 ou 3 acampamentos/expedição. O grupo acampava nas margens dos rios, em locais cujas coordenadas geográficas se encontravam na memória de um GPS modelo Garmin 60 CSx. Entre 2012 e 2015, foram realizadas 16 expedições pelos rios Camisas e Tainhas, nos municípios de São Francisco de Paula, Cambará do Sul e Jaquirana.  Foram percorridos 34 km, 13 no rio Camisas e 21 no rio Tainhas.  Nos trechos navegáveis, o trajeto foi realizado embarcado e, nos demais, foram percorridos a pé. Esta metodologia possibilitou 582 registros de esponjas de água doce, sendo 82 no curso do rio Camisas, da espécie da Oncosclera jewelli (Volkmer,1963), e 500 no trecho percorrido do rio Tainhas, incluindo as espécies  Heteromeyenia insignis Weltner, 1895  e O. jewelli. Merecem destaque ainda os seguintes resultados: a) mudança do status de ameaça de O. jewelli durante a revisão do livro vermelho gaúcho; b) ampliação da distribuição geográfica de ambas as espécies; c) registros de O. jewelli  em águas mais profundas e de corredeiras, ao contrário do estabelecido na literatura; d) confirmação da utilidade destas espécies como bioindicadoras; e) envolvimento dos órgãos oficiais responsáveis pela gestão da biodiversidade, SEMA-RS e ICMBio, com os trabalhos de levantamento e posteriormente com a proteção dos poríferos mapeados.


Palavras-chave


esponjas de água doce. bote inflável. Levantamentos.