Sistema Eletrônico de Administração de Eventos - UERGS, VI Salão Integrado de Ensino, Pesquisa e Extensão & IIa Jornada de Pós-graduação da UERGS (ISSN: 2448-0010)

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EDUCAÇÃO E SAÚDE XIII: UERGS LEVANDO ‘O BRINCAR’ AO LAR NOVA ESPERANÇA NO MUNICÍPIO DE ALEGRETE, RS
ALINE CORREA DORNELES GEDIEL, ADRIANA BARNI TRUCCOLO

Última alteração: 2016-08-24

Resumo


As formas de acolhimento institucional são medidas de proteção excepcionais e provisórias, onde a reinserção da criança e do adolescente em sua família e na comunidade de origem é a meta final. Nesse contexto, o pedagogo busca através do brincar que a criança e o adolescente se sintam atraídos por interagir socialmente, suplantando a apatia, o retraimento, a agressividade, características de quem sofreu algum tipo de trauma. Assim, o objetivo do estudo foi analisar a influência do brincar como ferramenta potencializadora da adaptação de adolescentes em uma instituição de acolhimento. Pesquisa ação, realizada com cinco adolescentes, todas meninas com idade entre 12 e 18 anos de idade, no Lar Nova Esperança na cidade de Alegrete, RS. As atividades de rodas de conversa acerca de gravidez na adolescência, bullying,  teatro, oficina de  culinária, dinâmicas de socialização, oficina de confecção de gibi, oficina de música, atividades para trabalhar atenção, autoconfiança, foram realizadas semanalmente, durante meio turno, de abril a junho de 2016.  Em decorrência da faixa etária das adolescentes, algumas atividades previamente elaboradas para criança, foram revistas. A pesquisadora recebeu consentimento por parte da coordenadora da casa de acolhimento para realização das atividades. As atividades iniciaram com dinâmicas para conhecimento mútuo entre a acadêmica e as meninas, até a construção de vínculo entre as mesmas. O estabelecimento de uma relação de respeito e confiança foi primordial para que as atividades obtivessem êxito. Observamos maior participação e integração das adolescentes entre si e com a discente quando da participação das atividades. Concluímos que o brincar favoreceu a sociabilidade e a interação entre as adolescentes que se encontram em um ambiente diferente àquele ao qual estavam acostumadas, influenciando positivamente na autonomia e autoestima das mesmas. As adolescentes precisam ser capazes de identificar seus sentimentos e expressá-los, assim como precisam também reconhecer as necessidades emocionais dos outros, membros do local onde estão inseridos a fim de construir a sua rede afetiva e adaptar-se, e o brincar pode ser considerado como ferramenta potencializadora dessa adaptação.

 


Palavras-chave


Casa de Acolhimento. Adolescente. Pedagogo Social.