Sistema Eletrônico de Administração de Eventos - UERGS, VI Salão Integrado de Ensino, Pesquisa e Extensão & IIa Jornada de Pós-graduação da UERGS (ISSN: 2448-0010)

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DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DOS CÓRREGOS URBANOS DO MUNICÍPIO DE SANANDUVA – RS
Elias Pedro RUTKOSKI, Vanessa Almeida DE VARGAS, Fabiane WIEDERKEHR, Rosele Clairete DOS SANTOS

Última alteração: 2016-09-03

Resumo


Ao avaliar o contexto histórico pode-se constatar que as cidades se formaram no entorno dos recursos hídricos, devido a utilização da água para abastecimento urbano e outros fins. No estado do Rio Grande do Sul, muitos recursos hídricos recebem efluentes líquidos domésticos sem tratamento, sendo que o coeficiente de coleta é 56% menor que o nacional, assim como, o tratamento, que é 73% menor, respectivamente penúltima e última colocação nos índices nacionais, segundo o IBGE. Como exemplo disto, podemos citar o município de Sananduva, localizado no norte-nordeste do Rio Grande do Sul. A fim de diagnosticar a situação dos recursos hídricos urbanos de Sananduva foram realizadas coletas de dados a campo, para as quais percorreu-se os córregos, observando-se as feições, com o auxílio de uma câmera fotográfica digital, bem como anotações em caderneta de campo e registro das coordenadas com receptor de posicionamento por satélite (GPS).  Posteriormente, inseriu-se as coordenadas dos pontos visitados no Google Earth®, com o objetivo de verificar a distribuição espacial das observações de campo e medir a extensão das Áreas de Preservação Permanente (APP’s) nas imagens de satélite. Assim, foi possível identificar que os principais recursos hídricos locais servem de coletores de esgoto doméstico, de resíduos industriais, agroindustriais e agrícolas. Além disso, algumas nascentes aparecem deslocadas encosta abaixo, seja pela diminuição do nível freático ou por aterramento proposital. Os cursos d’água possuem zonas distintas, notadamente: a) canalizados, sem observação das APP’s e inclusive com construções sobre o córrego canalizado; b) não canalizados, mas sem proteção e com ocupação sobre suas margens; e c) não canalizados, sem proteção, mas com vegetação modesta no entorno. Ainda, no decorrer da coleta de dados em campo, em conversas com a população local, verificou-se que os córregos urbanos são vistos como valas de esgoto, relatando o problema das inundações, da veiculação de doenças, do mau cheiro e da restrição à expansão urbana, e apontam a canalização como única solução. Dessa forma, os resultados deste estudo apontam um preocupante problema ambiental e refletem a forte necessidade de promoção de ações de educação ambiental voltadas à recuperação e conservação dos recursos hídricos.